família

Aceitação e orgulho próprio

Na gravidez engordei 18kg, e a partir do dia em que o Rodrigo nasceu não me quis preocupar com o peso que tinha a mais porque precisava de me dedicar única e exclusivamente ao meu bebé, conhece-lo, adaptar-me a ele sem ter outros focos. Quis deixar esse assunto para uns meses tarde, portanto não sei quantos quilos perdi e quantos quilos ganhei no pós-parto.

Calças que me servissem, zero. Blusas, só largas, porque a barriguinha denunciava-me.

O Rodrigo já tinha uns 4 ou 5 meses (não me recordo ao certo), a nossa rotina com bebé estava estabelecida e era altura de voltar a pensar um bocadinho em mim, não só a nível estético (que também conta muito) mas, acima de tudo, de saúde.

Regressei ao exercício físico, que tanto bem faz não só ao corpo como à mente. E muito cuidado com a alimentação. Não fui radical, até porque não conseguia. Estava com os níveis de cortisol elevados e daí a minha dificuldade em cortar com determinados alimentos.

Hoje, passado 1 ano do Rodrigo ter nascido, posso dizer que toda a roupa que vestia antes de engravidar já me serve novamente. Para umas pessoas isto pode não dizer nada, mas acreditem que é uma “conquista” importante. E fiquei muito feliz quando ontem fui vestir umas calças de ganga que já me tinha mentalizado que não me voltariam a servir e afinal serviram (fotografia que está em cima).

Ainda tenho quilos para perder e, com calma vou conseguir. Porque, acima de tudo, nunca deixei de gostar de mim. Nunca deixei de acreditar que seria capaz de recuperar, ao meu ritmo, de acordo com as minhas vontades e a respeitar sempre o meu corpo. Nunca senti vergonha do meu corpo e de ter quilos a mais.

O meu corpo mudou porque gerou outra vida dentro dele. E é isso que eu sinto em relação a mim, em relação ao meu corpo, aos quilos que ganhei, às transformações que passei… orgulho!

E gostava que quem estivesse a passar pelo mesmo sentisse orgulho também. Orgulho, calma, paciência e acreditar que o corpo volta ao sítio. Precisamos de cuidar dele, precisamos de ter uma alimentação saudável e precisamos de gostar dele tal como é, e não admitir nunca que seja alvo de qualquer tipo de observação negativa, depreciativa, para rebaixar e/ou magoar. 

 

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *